qui. abr 22nd, 2021
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Conheça a origem, o desenvolvimento e o lucrativo mercado por trás dos endereços da Internet

Por Isabela Cabral TechTudo

Qualquer usuário da Internet está acostumado com a ideia de digitar um endereço na barra do navegador e, assim, ser levado até um site específico. É um princípio básico da navegação online. Mas você sabia que nem sempre foi tão fácil assim? A ideia de atribuir um nome, ou seja, um domínio, para, por exemplo: ‘escoladelucifer.com, identificar um website, é um mecanismo criado alguns anos após o início da Internet.
Hoje, os domínios são importantes para a identidade de marcas e organizações e movimentam um mercado milionário. Confira, a seguir, um breve histórico desse universo e as curiosidades que envolvem o tema.

Um dos endereços mais acessados do mundo — Domínio: “google.com”

Origens

A Arpanet, precursora da Internet, surgiu na década de 1960, especificamente em 69 e foi a partir dela que, aos poucos, uma rede mundial de computadores foi se desenvolvendo. Nos anos 1980, a Internet já utilizava o protocolo TCP/IP para o envio e recebimento de dados, que é a norma até hoje.

Porém, os números divididos por pontos que direcionavam até os sites não eram algo muito simples para o usuário comum. É aí que entra o Sistema de Nomes de Domínios (DNS, na sigla em inglês), o recurso criado para traduzir os endereços IP para nomes de domínios, muito mais coerentes e fáceis de lembrar.

Em 1984, foram estabelecidos os sete primeiros domínios de primeiro nível (TLDs), que são as terminações dos endereços web, como “.com”, “.net” ou “.org”. São eles, logo abaixo:
.biz
Este domínio é aberto (no sentido que não faz falta requisitos específicos prévios para o registro, do tipo .com, .net e .org) e o de significado mais genérico, pelo qual é o que receberá, provavelmente, um volume de registro maior. É a abreviação anglo-saxônica, em pronuncia figurada de business.

.info
Este domínio é também aberto (sem requisitos específicos para registrar) mas o significado parece, a priori, um pouco menos genérico que o .biz ou .com. De qualquer forma, será também um domínio de grande volume de registros, certamente acima de milhões de nomes já no primeiro ano.

.name
Este domínio é bastante aberto, mas para um uso específico, de caráter pessoal. Está reservado aos indivíduos, que poderão reservar seu nome com a estrutura meunome.meusobrenome.name, exemplo: pedro.garcia.name. O terceiro nível, correspondente ao primeiro nome, é exclusivo do titular, mas o segundo nível, correspondente aos sobrenomes, é compartilhado com todos os que ostentem tal sobrenome. Neste caso, Pedro poderia impedir o registro de miguel.garcia.name, por exemplo. São 14 milhões de nomes em 5 anos , a previsão por Global Name Registry.

.pro
Este domínio é para uso específico reservado a profissionais de determinadas categorias, agrupados em subdomínios: inicialmente serão .med.pro (médicos), .law.pro (advogados) e .cpa.pro (auditores; cpa significa chartered public accountant). No terceiro nível estará o nome do profissional em questão que deverá acreditar sua pertinência à universidade ou à organização profissional correspondente.

.coop
Este domínio está reservado às cooperativas. Um domínio claramente restringido em suas políticas de registro (é preciso demonstrar a qualidade de cooperativa através das organizações correspondentes). O nome de domínio deve ser necessariamente o da cooperativa. Este domínio terá um período de lançamento / teste de seis meses, com processos ainda mais restringidos, pelo qual não vai ter um grande volume de entradas em um primeiro momento.

.aero
Este domínio, também com uso restringido, é para a indústria de serviços aéreos: companhias aéreas; companhias aeronáuticas; aeroportos e serviços aéreos. O volume esperado pelo registro é de entre 100.000 e 300.000 nomes em quatro anos.

.museum
Este domínio é de uso restringido para a comunidade de museus. A possibilidade de registrar no segundo nível (mnac.museum) ou no terceiro (mnac.bcn.museum ou mnac.sp.museum) segundo classificações geográficas ainda estar por definir. Os promotores esperam uns 50.000 nomes neste domínio.

O primeiro domínio registrado foi o symbolics.com, em 1985, por uma fabricante de computadores em Massachusetts, nos Estados Unidos.

ICANN, órgão responsável por regular os domínios com nome na Internet — Foto: Divulgação/ICANN

Nessa época, qualquer um poderia registrar um domínio gratuitamente. Só a partir de 1995 esse procedimento se tornou pago. A empresa de consultoria tecnológica Network Solutions foi a primeira com a habilidade cobrar pelos registros.
Entre os 100 primeiros domínios da História, estão nomes conhecidos do mundo da tecnologia, como Xerox.com, HP.com, Siemens.com, Adobe.com e Apple.com — todos registrados de 1985 a 1987. A popularização e comercialização da Internet, porém, só viria na década seguinte.

O sistema de domínios era controlado pelo governo americano até 1998, quando o Departamento de Comércio dos EUA decidiu privatizar o DNS. O objetivo era aumentar a competitividade no mercado e impulsionar a participação internacional. No entanto, houve muitas críticas quanto ao regulamento, que foram expressadas em um documento público e resultaram na criação da Corporação da Internet para Nomes e Números Atribuídos (ICANN), uma entidade sem fins lucrativos responsável pela gestão global dos endereços de IP e dos domínios.

Regulamentações

Com o crescimento da Internet e suas infinitas oportunidades, surgiam também problemas. Um deles era o registro de domínios enganosos. Para combater a criação abusiva de URLs que se passam por marcas e pessoas usando nomes similares ou se aproveitando de erros de digitação, os Estados Unidos aprovaram, em 1999, a Lei de Proteção ao Consumidor Anticybersquatting.

Outra questão eram os domínios falsos que encaminhavam usuários para sites pornográficos. Endereços atrativos inclusive para o público infantil, como teletubbies.com, foram usados assim. Visando coibir isso, em 2003, foi aprovada a Lei de Verdade em Nomes de Domínios, uma norma que proíbe a prática. Já em 2005, os EUA apresentaram o “US Principles on the Internet DNS”, um documento oficial com diretrizes para assegurar segurança e estabilidade ao sistema de domínios.
No Brasil, o registro de domínios esbarra em leis de propriedade intelectual e direito do consumidor, mas não temos legislação concreta sobre o tema. Projetos de lei com essa finalidade tramitam no Congresso Nacional e no Senado desde pelo menos 2003, mas nada foi adiante. O que existe no país é a atribuição da responsabilidade pelos registros ao Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), por meio do Registro.br. A entidade civil sem fins lucrativos implementa as decisões e os projetos do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), que é o responsável por coordenar e integrar as iniciativas e serviços da Internet nacionais.

Expansão dos TLDs

Em 2014, o ICANN disponibilizou mais de 130 novos domínios de primeiro nível, aumentando exponencialmente as possibilidades para novos websites. São terminações com nomes de locais, objetos, ações, marcas, comidas, esportes, entre outros, como “.vote”, “.music” ou “.apple”. O total de TLDs disponíveis em 2017 ultrapassava 1,5 mil. O NIC.br anunciou a oferta de 56 opções de categorias relacionadas a cidades brasileiras, como “.rio.br”, “.sampa.br” ou “.floripa.br”.

Centenas de domínios de primeiro nível surgiram nos últimos anos — Foto: Reprodução/Web Drive

Fonte ACIF, TechTudo

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Rogerio Souza
Admin
29/03/2021 8:52 pm

Muito interessante

Rômulo Matheus Lins
29/03/2021 9:06 pm

Luz p’ra nós!

Mateus Oliveira
29/03/2021 9:28 pm

Dahora

Silvia Cristina Rodrigues
29/03/2021 9:28 pm

Passos gigantescos na evolução! Luz p’ra nós🙌

Matheuzin
29/03/2021 11:32 pm

Luz p’ra nós!

Maísa Sousa
30/03/2021 12:05 am

interessante, quem faz domínios e vende ´bem lucrativo.
Luz pr’a nós

Matheus Rocha
30/03/2021 12:25 am

Luz pra nós!

Williams Rodriguez
30/03/2021 10:36 am

Luz pra nós!

Romário Vieira
30/03/2021 12:55 pm

Luz p’ra nós!

Leonardo Moreira
30/03/2021 2:01 pm

Internet é a nuvem quântica, rs.
Luz P’ra Nós!

Luiz Cláudio
01/04/2021 7:35 pm

Luz p’ra nós!

José Ricardo Dos Santos
01/04/2021 11:27 pm

Luz p’ra nós.

Shirley Oliveira
21/04/2021 9:49 am

Luz p´ra nós.

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