seg. mar 8th, 2021

Bolsonaro troca presidente da Petrobras

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G1

Nome indicado para comandar Petrobras é diretor da Itaipu e será o primeiro militar a assumir a estatal desde 1989

 

Com a saída de Roberto Castello Branco da presidência da Petrobras nesta sexta-feira (19), o presidente Jair Bolsonaro anunciou que o general Joaquim Silva e Luna é o presidente indicado para comandar a estatal.

Indicado pelo próprio Bolsonaro, Joaquim Silva e Luna está no comando da hidrelétrica de Itaipu desde janeiro de 2019. Sua indicação faz parte de uma estratégia do governo de colocar militares em postos de comando das estatais. Ele será o primeiro militar a assumir a da Petrobras desde 1989, quando o oficial da Marinha Orlando Galvão Filho deixou o cargo.

Ele tem pós-graduação em Política, Estratégia e Alta Administração do Exército pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército. Também é pós-graduado, pela Universidade de Brasília (UnB), em Projetos e Análise de Sistemas.

Durante a carreira no Exército, Silva e Luna comandou o 6º Batalhão de Engenharia de Construção (1996-1998), em Boa Vista (RR), e a 16ª Brigada de Infantaria de Selva (2002-2004), em Tefé (AM).

General da reserva do Exército, Silva e Luna foi o primeiro militar a exercer o cargo de ministro da Defesa, no governo do ex-presidente Michel Temer. Ele assumiu o cargo em janeiro de 2018 em substituição a Raul Jungmann.

Também participou da Missão Militar Brasileira de Instrução no Paraguai e atuou como adido em Israel de 1999 a 2001.

Empresa terá 3 militares

Com a confirmação de Silva e Lula, a Petrobras passará a ter três militares em postos de comando. O presidente do Conselho de Administração da empresa é o almirante de esquadra da reserva Eduardo Bacellar Leal Ferreira. Ele foi comandante da Marinha, da Escola Naval, da Escola Superior de Guerra e comandante-em-chefe da Esquadra Brasileira.

O terceiro militar é o oficial da reserva da Marinha Ruy Schneider, que também foi indicado para o conselho de administração pelo governo federal. Schneider, entretanto, é engenheiro industrial mecânico e tem experiência empresarial anterior à Petrobras – ele trabalhou, por exemplo, na Xerox do Brasil S.A., nos bancos Brascan e de Montreal, além do grupo Multiplan.

Uma troca anunciada

Nos últimos dias, o presidente Jair Bolsonaro começou a subir o tom com o rumo da gestão de Castello Branco. A crítica principal era com os sucessivos aumentos de preço dos combustíveis na refinaria — na quinta-feira (18), os preços subiram pela quarta vez em 2020.

Com o avanço seguido dos preços dos combustíveis, Bolsonaro indicou que haveria mudanças na companhia. O presidente também prometeu zerar o imposto sobre o diesel e gás de cozinha.

A fala preocupou os investidores e as ações da companhia tiveram uma forte queda nesta sexta-feira (19). Em valor de mercado, a companhia perdeu quase R$ 29 bilhões.

A Petrobras tem reafirmado que sua política de preços segue o que é praticado no mercado internacional e varia conforme a cotação do petróleo e do dólar.

Castello Branco assumiu o comando da Petrobras em janeiro de 2019, logo no início do mandato de Bolsonaro. Sua gestão tem sido marcada por uma política de desinvestimentos, com a venda de refinarias e com a estatal deixando de fazer parte de vários negócios.

Quando assumiu, Castello Branco criticou a existência de monopólios e defendeu menor intromissão do Estado na economia.

Em 2019, a Petrobras chegou a desistir do aumento do preço do diesel nas refinarias depois de uma determinação do presidente Jair Bolsonaro.

O anúncio feito pelo presidente Jair Bolsonaro nesta sexta-feira (19) de que Joaquim Silva e Luna será indicado para comandar a Petrobras no lugar de Roberto Castello Branco recebeu críticas de antigos aliados.

Salim Mattar, ex-secretário de Desestatização do Ministério da Economia

“Lastimável a decisão do governo de tirar Roberto Castello Branco do comando da Petrobras. Roberto é um profissional extremamente qualificado que tirou a empresa literalmente do fundo do poço após o maior escândalo de corrupção do planeta. Em seu lugar será nomeado mais um militar.”

Rodrigo Maia, deputado federal pelo DEM-RJ

“Sinal da força da agenda liberal e das privatizações no governo Bolsonaro”, ironizou o ex-presidente da Câmara dos Deputados, no Twitter.

Felipe Salto, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI)

“Vejamos, qual a justifica para catapultar o Castello Branco? Manda (no preço) quem pode e obedece quem tem juízo? Que boa coisa a se fazer para acalmar os ânimos do mercado. Que decisão acertada, em meio ao caos, não é mesmo?”

Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central

“Boa tarde, Venezuela”, disse o economista.

Luiz Octavio da Motta Veiga, ex-presidente da Petrobras

“O governo quer controlar preço para não impactar a inflação. Dilma e Collor tentaram segurar. Agora estamos em outro modelo que é segurar preço para fazer populismo. No fundo é a mesma coisa por razões diferentes. É lamentável que isso aconteça, o presidente Castello Branco vinha tocando de uma forma bastante respeitada essa missão de desinvestir muita coisa.”

Rodrigo de Castro, líder do PSDB na Câmara dos Deputados

“A troca do comando da Petrobras anunciada na noite desta sexta é uma sinalização muito ruim ao mercado e também aos preceitos da administração pública e, dada a movimentação do governo de ontem para hoje, pode sugerir interferência política indevida na empresa.”

Cláudio Frischtak, economista

“É péssimo do ponto de vista da Petrobras, da sua governança, afinal de contas, rompe-se com o princípio básico de não interferência dessa natureza. Ela vai sofrer uma destruição de valor. Quão maciça será a destruição vai depender dos próximos passos, do próprio conselho, do novo presidente, o que vai ser anunciado como política de preços de combustíveis no país. Se for anunciado algo que é inconsistente com os interesses da empresa, é muito ruim para a empresa e também um péssimo sinal do ponto de vista da governança das demais empresas estatais, porque se a Petrobras pode sofrer esse tipo de intervenção, qualquer empresa estatal pode sofrer esse tipo de intervenção”.

Fábio Faria, ministro das Comunicações

“O governo @jairbolsonaro é 100% liberal na economia como já demonstrou desde 1 de janeiro de 2019. O governo jamais irá intervir em preços e acredita no livre mercado. O que existia era uma total falta de afinidade entre o PR e o Castello e a troca foi um fato isolado.”

 

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Beatriz Belato
20/02/2021 12:08 pm

Luz p’ra nós!

Ronaldo Vieira
20/02/2021 1:12 pm

Luz p’ra nós!

Leonardo Moreira
20/02/2021 3:24 pm

Gratidão.
Luz P’ra Nós!

Rômulo Matheus Lins
20/02/2021 3:42 pm

Luz p’ra nós!!

Camila Ribeiro
20/02/2021 3:45 pm

Luz pra nós!

Shirley 666
20/02/2021 3:54 pm

Tem cara de ditadura, mas segundo eles não é…
Luz p´ra nós.

Diego Costa
20/02/2021 6:21 pm

Militares e mais militares, não duvido outro golpe de acontecer, principalmente se o vice tomar o poder

Admin bar avatar
20/02/2021 8:52 pm

Luz p’ra nós!

Silvia Cristina Rodrigues
20/02/2021 9:06 pm

É para acabar de vez com o povo né, o circo continua se armando! LPN✨

Gustavo Borba
20/02/2021 10:53 pm

Luz p’ra nós!

Márcio Henrique
20/02/2021 11:41 pm

Luz pra nós!

Williams Rodriguez
21/02/2021 12:00 am

Luz pra nós!

Bruna Sollara
21/02/2021 9:12 am

Luz p’ra nós!

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