sáb. maio 15th, 2021

Maguila usufrui dos benefícios da Cannabis para tratar doença

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Parar de lutar nunca foi uma opção para José Adilson Rodrigues dos Santos, o Maguila. Depois de muito tempo nocauteando oponentes pelo mundo, um adversário invisível começou a ameaçá-lo e, deste, ele não podia se esquivar. Há anos sendo golpeado duramente pela Encefalopatia Traumática Crônica, ele encontrou um novo aliado para combater a doença: a medicina canábica — isto é, com substâncias encontradas na planta cannabis, popularmente conhecida como maconha. Com pequenas doses diárias, o campeão parece voltar a ter qualidade de vida naquela que é sua luta mais longa até aqui. A doença de Maguila, resultado de quase 20 anos de dedicação ao boxe, foi tomando conta da cabeça e se revelando em sinais nada sutis: o campeão dos ringues passou a querer brigar fora deles também. O peso-pesado, que sempre teve o riso fácil como marca registrada, ficara agressivo.

Nos últimos anos, apesar da doença sem cura ter sido controlada, Maguila ficara ausente, lento, esquecido, preguiçoso e abatido. Com acompanhamento médico especializado, Maguila e sua família agora celebram os bons resultados do tratamento alternativo com canabidiol.

“Está mais atento”, diz esposa

Vivendo há três anos no Centro Terapêutico Anjos de Deus, clínica em Itu, no interior paulista, Maguila, atualmente com 62 anos, tem uma rotina regrada e permeada de atividades que remetem ao auge da vida como lutador. Toma café pela manhã, faz fisioterapia, assiste a vídeos de lutas antigas — dele mesmo e de colegas de ringue — e, claro, proseia.

Nos últimos tempos, porém, familiares e cuidadores perceberam certa estagnação no tratamento do ex-pugilista, que deixou de lado até mesmo o gosto pelos exercícios e socos em sacos de areia. “A doença tem picos. Tinha semana em que ele estava bem, semana que não. Ele precisa de muita medicação, então ficava mais sonolento, preguiçoso, apático, não queria acordar, sair da cama ou andar”, relata Irani Pinheiro, esposa de Maguila.

Foi com base nesses relatos e exames clínicos que o neurologista Renato Anghinah, médico de Maguila há mais de oito anos e especialista em concussões cerebrais, sugeriu uma abordagem fitoterápica.

Desde então, Maguila consome diariamente algumas gotas do óleo de canabidiol (CBD) isolado — sem moléculas de THC.

“Ele tinha um olhar de infinito, sabe? Eu não sei como explicar isso. E com essa medicação eu percebi que ele olha mais no olho, está mais atento. Isso foi muito bom para ele.” diz Irani.

Maguila foi diagnosticado com Encefalopatia Traumática Crônica, uma doença degenerativa, progressiva e irreversível, que costumava ser conhecida até os anos 90 como “demência pugilística”. Apesar do nome popular, a condição, que prejudica a memória, a capacidade motora e altera o comportamento, pode afetar atletas de modalidades com constante impacto no crânio.

“O Maguila começou a ter essas alterações com menos de 50 anos. É muito mais um distúrbio comportamental do que de memória, cognitivo”, explica Anghinah.

“O canabidiol é uma boa indicação para pacientes que tomam uma quantidade grande de medicamentos e buscam uma melhor qualidade de vida. As maiores indicações são para epilepsia, autismo, principalmente com alterações comportamentais importantes, dor e ansiedade”, conta Anghinah.

Não é só no boxe

A opção pela medicina alternativa extrapola os ringues e cada vez mais faz parte da rotina de atletas. Em 2018, a Agência Mundial Antidoping retirou o CBD da lista de substâncias proibidas. Apesar de a maioria das grandes ligas ainda não permitir o uso, os canabinóides estão encontrando algum espaço no ambiente esportivo.

Nos EUA, por exemplo, a NFL (principal de liga de futebol americano do país) conduz diversos estudos para substituir remédios tradicionais por outros menos nocivos ao organismo, como o CBD. Grandes nomes do esporte, que igual ao boxe tem pancadas na cabeça como parte do jogo, já começam a se posicionar.

Com a carreira marcada por lesões, o astro Rob Gronkowski hoje está ligado a uma companhia que vende produtos à base de canabidiol e afirma que a medicina alternativa teria feito grande diferença em sua trajetória. Já aposentado, Kyle Turley foi mais categórico: “O jogo é brutal. A cannabis salvou a minha vida e poderia ajudar muitos outros.”

Mas não é somente em esportes com enorme grau de impacto físico que o CBD vem ganhando manchetes. A Liga Americana de Futebol Feminino permite o uso e é patrocinada por uma marca ligada à medicina alternativa. A norte-americana Megan Rapinoe, uma das maiores atletas do futebol mundial, defende abertamente o uso do CBD e garante que a medicação auxiliou com as dores e no processo de recuperação de duas sérias lesões nos joelhos.

Ciente da medicação a base da planta, Maguila aos poucos retoma capacidades motoras e dá indícios de que pode permanecer em pé por mais muitos “rounds”. E, claro, não abre mão da piada: “Quando explicamos o que era o remédio, ele até gostou, viu?”, conta Irani, rindo.

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Maísa Sousa
23/03/2021 3:41 pm

Legalização é a saída.

Silvia Cristina Rodrigues
23/03/2021 3:49 pm

Bacana! Luz p’ra nós…

Leonardo Moreira
23/03/2021 6:00 pm

Gratidão.
Luz P’ra Nós!

Miryam Yoshiko
Admin
23/03/2021 6:19 pm

Logo não será mais possível impedir a divulgação e assimilação da importância da cannabis, uma vez que não só o povo pela internet estão ganhando força falando a respeito, mas até a mídia não escapa mais com casos que atingem os famosos.
Estamos no caminho!

Luz p’ra nós!

Maria Fernanda
23/03/2021 8:09 pm

Santa medicina! Luz p’ra nós!

José Ricardo Dos Santos
23/03/2021 8:11 pm

Luz p’ra nós.

Matheuzin
24/03/2021 12:07 am

Gratidão ! Luz p’ra nós 🍎

José
24/03/2021 6:55 am

Luz pra nós

Beatriz Belato
24/03/2021 11:19 am

Luz p’ra nós

Shirley Oliveira
25/03/2021 5:31 pm

Quantas vidas não seriam salvas com um simples fato de liberar a cannabis.
Luz p´ra nós.

Williams Rodriguez
25/03/2021 10:17 pm

Luz pra nós!

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